Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 24/05/2021
Após as acusações da Mayra Cardi ao ex-marido Arthur Aguiar em junho deste ano, mobilizaram fãs e até pessoas que não acompanhavam a ex-BBB. O ator e cantor foi acusado de tê-la traído dezenas de vezes e de ter mantido um relacionamento abusivo com ela. Os internautas não perdoaram e encheram as redes sociais de Aguiar com ataques de ódio. “Para deixar bem claro, tá? Assim como eu, você também erra, ou já errou, muito.” rebateu Arthur. Em vista disso é preciso analisar as ações e a importância desse comportamento hodiernamente.
Em primeira análise com o advento da tecnologia, a partir da revolução industrial, os mecanismos que deram vida a internet foram sendo aprimorados, possibilitando a conexão mais rápida e fácil entre as pessoas. Por conseguinte, a sociedade em seus dias atuais usa a internet como um mecanismo de defesa ou de ataque para com outros. Tendo em vista que o principal motivo é que as pessoas se sentem protegidas pelo anonimato para falar as piores atrocidades. Os indivíduos agem de forma veloz e não pensam antes de agir ou não procuram saber a fonte verdadeira e isso favorece os casos de linchamentos virtuais.
Em segunda análise, os linchamentos virtuais parecem mais brandos que os linchamentos físicos. No entanto, pela rapidez da comunicação online, a maneira como o fato foi mostrado (sem ouvir a outra parte) e a dimensão de alcance (possibilidade de compartilhar) fazem com que as vítimas sofram agressões verbais, transtornos psicológicos, fiquem afastadas por algum tempo do convívio social, percam seus empregos. Também não está descartada a extinção do corpo do réu, seja ele através de linchamentos físicos quando a vítima do virtual for encontrada na rua, seja por meio de suicídio, por não aguentar tamanha repercussão e pressão psicológica.
Diante dos fatos supracitados, a autonomia dos cibernautas nas redes por vezes é utilizada de forma errônea. Logo, cabe ao Governo Federal em parceria com a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos disponibilizar nas escolas aulas de informações tecnológicas e palestras para promover mais empatia entre os alunos, pois são instrumentos promotoras de criticidade, os jovens, que são os maiores usuários de redes sociais, a denunciar páginas que divulgam conteúdos discriminatórios. Assim será possível combater a intolerância e discurso de ódio nas redes sociais. Ademais, a efetivação do artigo 140 do código penal que condena a injúria na internet, pelo poder executivo, auxiliará, fazendo com que a internet seja utilizada apenas como um instrumento agradável aos usuários.