Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 23/05/2021

Em 2020, durante a pandemia, o twitter teve grandes ondas de “cancelamentos”, um desses “cancelados” foi o Reckful, que pediu sua namorada em casamento em um tuíte (uma mensagem publicada no Twitter que contém texto, fotos, um GIF e/ou um vídeo.), depois desse tuíte ele recebeu diversos hates sem motivos e no final disso tudo, acabou tirando sua própria vida. Os linchamentos virtuais vêm se tornando comum em notícias e relatos acerca de grupos em mídias sociais que promovem ataques no meio virtual e real. Esses linchamentos não são usados para promover uma reflexão, mas sim, com o objetivo de destruir com o indivíduo. Portanto, a disseminação do discurso de ódio nas redes sociais precisa ser debatida o mais rápido possível.

O inchamento virtual e o discurso de ódio se sustentam na liberdade de expressão para violentar virtualmente os usuários. Por exemplo, o caso da jornalista e apresentadora Maria Júlia Coutinho, que foi alvo de racismo por perfis falsos, na página online da emissora em que trabalha. Porem, os acusados foram punidos, mostrando que mesmo os agressores que se utilizam da web para cometer os crimes, podem ser encontrados e condenados.

Diante dos fatos mostrados, a autonomia dos cibernautas nas redes por vezes é utilizada de forma errada. Dessa maneira, faz-se necessária a utilização dos próprios meios midiáticos com anúncios e post’s, pelas delegacias cibercrimes, para informar e ajudar as vítimas nas denúncias. Portanto, a efetivação do artigo 140 do código penal que condena a injúria na internet, pelo poder executivo, auxiliará, fazendo com que a internet seja utilizada apenas como um instrumento agradável aos seus usuários.