Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 23/05/2021
O direito de liberdade de expressão foi um princípio da constituição histórica na Ditadura Militar contra a censura, mas com o avanço dificultando a proteção de comentários hostis, formando uma espécie de grupo, falsos pacifistas da constituição brasileira.
Nos dias atuais as armas mudaram de perspectiva, ao atirar uma bala ferimos fisicamente uma pessoa mas a dor psicológica trás consequências maiores. A constituição penal de 1988, no artigo 5º assegura a liberdade que apresenta sua identidade e que não está em anonimato e protegendo outros como calúnia, difamação e injúria, mas os jacobinos da internet tratam este código penal como não era que a internet e uma “terra sem lei”.
A motivação que leva o cancelamento e pela falta de informação ou letramento digital, se a pessoa não tem um senso crítico da tecnologia, logo não terá como avaliar a fonte da informação se tornando-se um potencial linchador ou um linchado. A injustiça e a vontade de fazer algo contra, resvala para a violência física, como foi o caso de Fabiane Maria de Jesus, dona de casa, após ser identificada e acusada por um sequestro de uma criança e ter praticado magia negra, o boato começou na internet, através de falsos relatos de testemunhas, após ser derrotada e morta por moradores locais , descobriu-se que o relato tinha sido feito no rio de janeiro em 2012 por policiais, em um caso sem relação com nenhuma boato. “Quem dentre vós não tem pecado, atire a primeira pedra!” - Jó 8,1-11.
Com toda essa antipatia medidas contra devem ser tomadas, cabe a Secretaria de Segurança Pública ampliar as delegacias especializadas em ataques cibernéticos como os estados de São Paulo e do Paraná. E junto com o Ministério da Saúde promover ações como, “você importa” para diminuir a quantidade de suicídios promovidos por linchamentos e ataques de ódio, assim diminuindo a motivação e os comentários maldosos redes nas sociais.