Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 23/05/2021

A democratização do acesso à internet possibilitou a inserção de diversos tipos de pessoas e assuntos nas redes sociais. Nota-se que, assim como a terceira lei de Newton afirma, toda ação possui uma reação. Principalmente no meio tecnológico, onde as informações circulam de forma rápida. Ou seja, agir de forma impulsiva e intolerante na hora de se pronunciar é o grande motivo por trás dos linchamentos virtuais.

Em primeiro plano, deve ser citado que, em meio à enorme quantidade de pautas, algumas são de extrema sensibilidade. Desse modo, torna-se necessário o entendimento básico destes assuntos para conseguir se comunicar sem ultrapassar os limites sociais impostos pela internet. Caso ultrapasse-os, essa pessoa sofrerá com represarias, como dito acima, a reação para sua ação.

Outro fator importante é reconhecer o contexto social e educacional no qual o “cancelado” está inserido. Por diversas vezes, a pessoa que recebeu os ataques cibernéticos não teve o devido acesso à informação e educação. Como dito pelo filosofo Immanuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Um exemplo disso ocorreu com o MC Poze. O cantor de funk se pronunciou, em uma entrevista, dizendo que não gostaria de ter um filho homossexual. Poze teve sua infância inteira ligada às favelas do Rio de Janeiro e, provavelmente, não recebeu a devida educação, por causa do sucateamento do ensino público nas regiões mais precárias do Brasil.

Portanto, torna-se necessário que o Ministérios da Cidadania e o Ministério da Educação, tomem medidas para conscientizar a população através de projetos sociais e educacionais. Com o objetivo de desenvolver o conhecimento da população em pautas como racismo, homofobia e xenofobia, que são os principais motivos do “cancelamento”. Dessa forma, tornaria as pessoas menos intolerantes e mais moldáveis em assuntos de mais ácidos. Não se deve cobrar conhecimento de uma pessoa que não teve acesso ao ensino de qualidade.