Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 23/05/2021
A teórica política alemã, Hannah Arendt, utiliza a expressão “Banalidade do Mal” para traduzir o formato trivial de instalação de problemáticas em sociedades contemporâneas. Essa perspectiva, analisada pela pensadora, simboliza claramente o comportamento da sociedade diante do Linchamentos virtuais, já que é justamente a habitualidade frente à questão que a agrava e a aprofunda no corpo social brasileiro. Nesse sentido, torna-se claro que essa situação tem como origem a falta de empatia. Assim, não há pouca discussão sobre o tema, como também os impactos psicológicosam esse panorama.
Em primeiro lugar, é fundamental uma reflexão dos motivos desse novo impasse. A princípio, perceba-se os usuários da internet se veem na oportunidade de julgar e determinar o certo ou errado para a tal pessoa, para que o ato inadequado seja justificado, pois essa posse está inserida nesse espaço virtual entre as pessoas. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, com base na “Modernidade líquida”, afirma que os indivíduos vivem em uma nova época em que as relações sociais, promoção e produção são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos. Assim, demonstrando uma importância observação como razões de propagar esse problema.
Consequentemente, a saúde psicológica é afetada, causando diversos distúrbios e doenças. Além de sintomas físicos e até mesmo em suicídio. Diante disso, percebe-se uma falha do artigo 196 da Constituição Federal, sendo que, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e promoção que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Logo, esse tema vem cada vez se intensificando.
Mediante ao exposto, torna-se evidente que linchamentos virtuais tem como origem a falta de empatia coletiva. Desse modo, para solucionar essa vicissitude, é necessário que o Governo Federal atue mediante o Conselho Nacional de Educação, que atuará a partir do Ministério da Educação por meio de execução nas escolas sobre empatia, tais como palestras, atividades dinâmicas em grupo, com a antipatia e intolerância entre os obrigados. Ademais, ainda dentro desse mesmo plano, o Ministério da Saúde deve propor parcerias com empresas de comunicação, a exemplo da televisão aberta e redes sociais, estimulados por incentivos fiscais, com o intuito de veiculares informativos que sensibilizem a população acerca da importância da saúde mental. A partir dessas medidas, a obra supracitada não mais representa o comportamento marginalizante da sociedade.