Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 22/05/2021

Numa cidade no interior do seu país, a americana Lindsey Stone e seus amigos passaram por um cemitério militar, que possui uma placa escrito “Silêncio e respeito”. Lindsey resolve parar e tirar uma foto “quebrando” as regras: com uma mão, fazendo um gesto para indicar que está gritando, e com a outra, mostra o dedo do meio. Um amigo posta a foto no Facebook e marca ela na publicação. E assim, uma brincadeira simples, de gosto duvidoso, torna-se um grande pesadelo nas redes sociais, com vários comentários de ódio e ameaças de morte, e que à fez até perder o emprego. Diante desse fato, nós podemos ver um exemplo de linchamento virtual, que muitas vezes, tem como função punir com força redobrada o suposto crime original, possuindo caráter vingativo.

A internet surgiu apartir da Guerra Fria, com o intuito de arma de ataque, e até hodiernamente esse mecanismo é usado, muitas vezes, como forma de defesa e ataque. Os linchadores agem com uma grande rapidez, e acabam se esquecendo de que, mesmo que essa pessoa que está sendo atacada tenha cometido um grave erro, ela  possui uma vida fora das redes.

O linchamento pode causar grandes danos psicológicos para a pessoa linchada, como ansiedade, o suicídio, depressão e a exclusão social. Que foi o caso de Lindsey Stone, que meses após ser demitida, desenvolvel depressão e passou a se recusar a sair de casa.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter essa situação. Cabe ao Governo Federal em parceria com a  Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos a criação de campanhas  por meio de postagens nas redes socias e palestras nas escolas. Com o intuito de conscientizar sobre o linchamento virtual e seus danos psicológicos.