Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 22/05/2021

Com o aumento do uso das mídias sociais e o fácil acesso a informações, muitos casos que antes dificilmente chegavam a público, hoje são formas de muitas pessoas expressarem suas opiniões. Porém, muitas pessoas não pensam nos problemas que esses comentários podem impactar na vida da pessoa que está sendo ‘‘julgada’’ pela mídia. Sendo assim, as redes sociais como o Twitter, viraram uma forma de atacar e difamar pessoas, e por muitas vezes sem ter conhecimento prévio sobre o assunto.

Desde a escola, somos ensinados a pensar como os professores querem que nós pensamos. Por isso, quando vemos que muitas pessoas estão atacando alguém, dificilmente pensamos se esse ataque faz sentido ou até mesmo se estamos difamando alguém sem saber se realmente aquilo aconteceu, e somente seguimos o que as pessoas mais influentes querem que a gente pense. Além disso, a difamação é considerada crime, e caso alguém espalhe alguma informação sem saber se ela está correta, pode levar a processos judicias.

De acordo com o doutor em psicologia pela Universidade em São Paulo (USP) Leonardo Goldberg, ’’ Eu tenho a impressão de que a pessoa não tem noção do poder da palavra. A pessoa pode ficar deprimida, os efeitos são os mesmos que se fosse fora da internet. Muitas vezes elas não têm noção do quanto é nocivo’’. Sendo assim, é possível entender que pela pessoa estar por traz se uma tela, ela não consegue ter noção do quanto um comentário pode acabar com a vida de uma pessoa.

Portanto, para evitar que os linchamentos virtuais tomem uma proporção ainda maior, uma solução para o problema seria mudar o jeito que a escola influencia os seus alunos, os fazendo pensar envés de copiar o que o professor diz em sala de aula. Pois assim, faria com que essas pessoas procurassem mais informações sobre o assunto antes mesmo de comentar sobre ele, evitando comentarios desnecessários  e problemas na vida pessoal e profissional de alguém.