Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 22/05/2021

Com o advento da tecnologia, os mecanismos que deram vida a internet foram sendo aprimorados, possibilitando o crescimento do acesso, e exposição na mesma, além da conexão mais rápida e fácil entre as pessoas. Todavia, ao passo que é extraordinária, tal ferramenta também pode ser maléfica, a exposição acarretada pode incitar o discurso de ódio e a intolerância, principalmente quando a pessoa exposta produz um conteúdo que pode causar controvérsias, ofender minorias, ou apenas fugir dos padrões impostos pela sociedade.

Tendo em vista, temos o caso da jornalista e apresentadora Maria Júlia Coutinho, que foi alvo de injúrias raciais por perfis falsos, na página online da emissora em que trabalha. Ademais, os acusados foram penalizados, evidenciando que mesmo os agressores que se utilizam da web para cometer os crimes, podem ser encontrados pelas autoridades.

Perante o exposto, é evidente que o poder de anonimato que a internet proporciona amplifica o aproveitamento desses indivíduos, para propagarem seus linchamentos. Os agressores sentem-se “protegidos” por trás das telas, e emitem opiniões e comentários que provavelmente não fariam pessoalmente. A falsa idéia de que há impunidade na internet também incentiva a prática dos ataques. Porém, já há leis que protegem as vítimas desses ataques, e até mesmo delegacias especializadas em crimes virtuais que podem ser acionadas.

Vale salientar, que a liberdade de expressão é um direito do indivíduo, mas quando ferem a dignidade de outras pessoas, e propagam discursos ofensivos, acabam por fugir desse conceito. Cabe portanto, a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos, e ao Governo Federal efetivar campanhas de conscientização, e disponibilizar nas escolas aulas de informações tecnológicas para promover mais empatia desde cedo, além é claro de efetivar a inspeção rigoroza desses ataques nos meios virtuais, punindo os agressores.  Por esse intermédio, as pessoas devem compreender que a internet não se trata de uma “terra sem lei”, e que devemos ter respeito uns com os outros.