Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 24/05/2021
As consequências de um linchamento virtual
Em 2019, Alinne Araújo uma influenciadora digital, após receber uma série de comentários negativos cometeu suicídio um dia depois de se casar consigo mesma. Outro caso muito conhecido, ocorreu em 2014, Fabiane Maria de Jesus, uma mulher de 33 anos, mãe de 2 filhos, foi linchada e morta após ter circulado um boato nas redes sociais de que ela estaria sequestrando crianças. Um linchamento virtual que tomou proporções tão alarmantes que resultou num linchamento real de uma pessoa inocente.
A internet está lotada de coisas boas e utens, porém também há o oposto, e o linchamento virtual, certamente é um destes opostos. Basta ter uma opinião contrária ou diferente dos demais, que algum desavisado corre o risco de ser linchado pelo tribunal virtual, que é composto por diversas pessoas que ao invés de ouvir e dar uma crítica construtiva, atacam o “réu” de forma tão arrasadora que causa transtornos psicológicos, que podem levar a morte.
O linchamento virtual, com toda certeza, não é uma boa prática. A melhor maneira de fazer algo bom e justo é entender o contexto, criticar o argumento, não a pessoa, e ter empatia. Talvez se todos se colocassem no lugar do outro, a internet poderia ser um lugar mais pacifíco, como deveria ser.