Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 24/05/2021

Hoje em dia e comum jovens, crianças, homens e mulheres de todas as idades possuírem algum meio de acessar a internet. Ela nos proporcionou muitos avanços, como a comunicação a distância, a compra e venda de produtos estando dentro de sua própria casa, ou até mesmo pedindo uma comida para a janta; mas junto de seu benefícios a internet trouxe também alguns malefícios. Temos muitos casos que podemos citar como maus tragos pela internet, mas um em questão são os linchamentos virtuais, que muitas das vezes pode tomar proporções que não precisariam ter.

Dentro desse assunto podemos colocar como um exemplo a jovem americana Alicia Ann Lynch, que em uma comemoração do hallowen, postou em sua rede social, uma foto. Caracterizada de uma esportista toda ensanguentada, e com a legenda “Vítima da maratona de Boston”, remetendo ao atentado que aconteceu em 2013 na Inglaterra, deixando 3 mortos, mais de 250 feridos, e uma cicatriz de que ali havia ocorrido um atentado terrorista. A jovem que tinha poucos seguidores, foi, em pouco tempo, para uma grande quantidade de julgadores em seu entorno. Realmente a jovem deveria ser repreendida e sido conscientizada de seus atos, mas, a proporção que aquilo tinha tomado foi tão grande que acabava incluindo terceiros, como seu chefe, que a teve que demitir, e pessoas tentado a encontrar na vida real, fazendo a jovem a se trancar por dias em seu quarto.

Como e dito por Leonardo Goldberg, doutor em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), “A pessoa não é um discurso. A crítica deve ser sempre em relação a opiniões, mas é preciso despersonalizar. Todo ser humano é bom e mau. E principalmente em um reality show, que mostra a intimidade das pessoas, seria estranho se essas outras partes não aparecessem”. Outra frase sua é. “É marcado pelo princípio de que alguém pode ser o bode expiatório daquilo que a sociedade considera politicamente incorreto. Como se ele reencarnasse todo o mal e fosse uma briga entre os justiceiros e o mal”. A partir de suas palavras podemos perceber o que aconteceu com a jovem de 22 anos, realmente ela fez uma coisa ruim, mas não que a transformasse em um ser desprezível por completo, a ponto de modificarem toda sua vida. Uma ação que em pouco tempo tomou grandes proporções negativas.

Com situações iguais a essa sendo cada vez mais comum na internet, temos que começar a modificar esse final, aqueles que cometem escolhas ruins devem ser repreendidos, mas não linchados. Uma boa iniciativa e a de empresas como Facebook, Instagram, entre outras, que já fazem um bloqueamento e maior fiscalização em suas plataformas, sobre certo conteúdo, o que já pode ajudar. Além disso uma melhor consciência do usuário, que, assumindo a responsabilidade de seus atos, e vendo que aquilo pode ser algo polemico, saiba que aquilo não foi por acaso e sim por sua própria escolha