Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 20/06/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à igualdade e bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o linchamento virtual encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, o abuso de um direito basilar em consonância com os distúrbios psicológicos são os principais pilares para esses conflitos.
Primeiramente, vale ressaltar a confusão sobre a liberdade como perpetuador do problema. Destarte, de acordo com o IBGE, 40% das pessoas que comentam violência virtual acreditam que não estão cometendo crime e sim comunicando-se. Por esse viés, muitos cidadãos transformam um direito fundamental: a liberdade de expressão em crime, pois muitos agressores ofendem as vítimas alegando que estão apenas se expressando. Assim, o linchamento virtual se propaga de uma forma imensurável.
Ademais, surgem as doenças psicológicas como resposta desse alarmante panorama. Nessa perspectiva, segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade, a depressão advém da insatisfação do outro com você ou consigo mesmo. Sob essa ótica, indivíduos que sofrem linchamento origina problemas mentais, tais como: depressão, crise de ansiedade, Transtorno obsessivo compulsivo, sendo esses distúrbios responsáveis por 20% das mortes no Brasil, como afirmado pelo Instituto de Saúde. Nesse cenário, faz-se necessária uma mudança coletiva.
Portanto, com intuito de mitigar os linchamentos virtuais, urge que o Estado, como principal garantidor e promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de whorkshops nas escolas informaria a comunidade sobre a diferença entre direito e crime. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em vigor completo.