Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 14/09/2021

O historiador romano Tácito dizia que os homens apressam-se mais a retribuir um dano do que um benefício, pois a gratidão é um peso, e a vigança, um prazer. Nesse contexto, quando alguém faz algo que a população não aprova e isso é repercutido pelas redes sociais, essa pessoa sofre linchamento virtual, que é motivado não somente, mas também, devido à  busca por perfeição que provoca sérios danos ao psicológico.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a sociedade espera perfeição do ser humano, principalmente quando se trata de alguém famoso. Sobre isso, qualquer atitude ‘’errada’’ que alguém tenha desperta um sentimento de justiça na população e é motivo de ataques. Prova dessa realidade foi o que aconteceu com a cantora Karol Conká enquanto confinada no reality ‘‘Big Brother Brasil’’.Por vezes, ela era vista com perfeição por quem a acompanhava, símbolo de luta, do empoderamento feminino e foi duramente criticada e rejeitada após fazer coisas horríveis com seus colegas de confinamento.

Outrossim, os linchamentos virtuais podem provocar danos psicológicos nas vítimas e em alguns casos, levá-las a cometer suicídio. Desse modo, as pessoas não conseguem lidar com a perseguição e ficam com a saúde mental comprometida. Nesse sentido, em agosto de 2021 o adolescente Lucas Santos -filho da cantora Valkyria-, cometeu suicídio após publicar um vídeo na internet e receber diversos comentários ofensivos. Embora não tivesse feito nada de errado, a sociedade não o polpou dos julgamentos.

Infere-se, portanto, que os linchamentos virtuais podem acabar com a vida de alguém. Urge que o Ministério da Educação disponibilize ajuda psicológica, através de profissionais capacitados, principalmente nas escolas, para adolescentes e jovens vítimas da internet, pelo menos uma vez por semana. Além disso, é importante que haja uma campanha do Governo que aborde a temática com a sociedade por meio de anúncios e debates em tv aberta, inclusive com relato das vítimas, a fim de que as pessoas conscientizem e possam ensinar o outro, ao invés de julgar.