Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 15/07/2021
O linchamento virtual é o ato de reprimir exageradamente, nas redes sociais, pessoas que tenham sido politicamente incorretas. Em um mundo cada vez mais conectado e digital, essa prática se configura como um sério problema, visto que é incentivado pelo anonimato conferido pelas redes sociais e cujas consequências podem se refletir na vida pessoal da vítima.
Inicialmente, convém destacar que o anonimato na rede de computadores promove o linchamento. Redes sociais, como Twitter e Facebook permitem a abertura de contas sem que haja um criterioso processo de verificação de identidade. Isso permite aos transgressores a criação de contas falsas para cometer o linchamento na certeza de que dificilmente serão identificados e punidos, o que incentiva ainda mais esse ato.
Além disso, esse problema se agrava por poder refletir na vida pessoal da vítima. É comum que o linchamento motivado por um comentário infeliz de uma pessoa nas redes sociais ou em outros meios de comunicação afete sua vida pessoal. Em 2021, devido suas declarações e ações polêmicas no Big Brother Brasil (BBB), a cantora Karol Conká perdeu vários patrocínios e chegou a sofrer ameaças severas nas redes sociais ao ponto da Rede Globo se ver no dever de garantir total apoio psicológico à ex-BBB. Isso demonstra o poder destrutivo que o linchamento virtual tem na vida do indivíduo.
Portanto, percebe-se que o anonimato nas redes sociais é o principal motivador do linchamento virtual, e que esse problema pode se refletir na vida pessoal da vítima. Cabe às empresas donas de redes sociais, como o Twitter e Facebook, garantir a devida identificação de seus usuários por meio de questionários que permitam a verificação da veracidade dos dados fornecidos no processo de abertura de contas. Dessa forma é possível combater o linchamento virtual e desestimular essa prática que possui tamanho potencial destrutivo na vida da vítima.