Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 15/07/2021

Em 2018, o Youtuber Júlio Cocielo, sofreu ataques e linchamentos virtuais devido, a um comentário que ele fez em seu twitter, referente ao jogador da França Mbappé. Minutos após sua postagem, o Youtuber relatou que sofreu diversas ameaças e xingamentos e explicou-se que acabou se expressando de forma errada, e que várias outras pessoas, interpretaram de formas diferentes. Logo após, o comentário foi apagado de sua rede social.

Assim como, Júlio sofreu ataques virtuais, milhares de pessoas sejam elas famosas, anônimas, jornalista entre outros sofrem com isso todos os dias. Na internet só pode ser postado aquilo que irá agradar os internautas, de acordo com a Fortinet Threat Intelligence Insider Latin America, empresa que analisa incidentes de segurança cibernética e ataques virtuais, o Brasil sofreu mais de 3,4 bilhões de tentativas e ataques na internet, de janeiro a setembro de 2020.

Segundo o Doutor de psicologia da USP (Universidade de São Paulo) Leonardo Goldberg, explicou que isso acontece também fora do mundo virtual e que a reação do “público” acaba sendo pior do que na internet. O que ninguém imagina é que as palavras e os discursos de ódio que são propagados, possuem uma força muito grande.

Uma vez em que, uma única pessoa começa com os linchamentos virtuais, várias outras irão começar a fazer o mesmo, sem pensar no próximo, devido á tudo isso as vitimas ficam deprimidas, com medo, sem vontade de interagir ou socializar na internet, desenvolvem depressão ou ansiedade e nos casos mais graves, a vítima chega a tirar a sua própria vida.

Portanto, medidas são necessárias para que os linchamentos, ataques e cancelamentos virtuais não se torne algo ainda maior, e que possa ter um fim. Medidas sérias devem ser impostas acarretando de multa, processos jurídicos e cadeia, fazendo com que o causador pague pelos os seus atos e os tratamentos médicos caso a vítima necessite.