Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 11/08/2021
A liberdade tornou-se o novo ato de submissão
Recentemente, na sociedade contemporânea e tecnológica, o que se encontra é a democratização da justiça, isto é, com o avanço da liberdade de expressão e do que, teoricamente, é o certo e o errado, ocorreu o oferecimento de voz e poder á todos. No entanto, isso acarretou uma série de problemáticas. Inicialmente, entende-se que a intolerância, apesar de não ter sido criada no século XXI, incontestavelmente é encontrada diariamente nas redes sociais. As pessoas acabaram por buscar o melhor lado de um determinado movimento, e apedrejam virtualmente qualquer pessoas que ouse opor-se a isto. Desta maneira, a busca pela justiça e liberdade de um indivíduo, acarreta na submissão moral de outro, assim, criando uma sociedade intolerante e pressionada, onde qualquer pessoa que inconscientemente não fizer o determinado “certo”, sofrerá ameaças, xingamentos, até que isso afete todas as áres de sua vida. Sendo assim, há a necessidade da razão intelectual, consequentemente, uma real conscientização da intensidade de um linchamento virtual.
Decerto, lidar com moralidade é ir além do que se acredita, é tentar entender outros lados da moeda, e assim, exercer a disseminação de uma melhor cidadania e eticidade. Todavia, com a facilidade de acessar informações, conectar-se á desconhecidos e divulgar negligencias na internet, encontrou-se uma falsa sensação de justiça, isso ocorre porque as pessoas, pela dificuldade de entender que por trás de um user na rede social existe uma pessoa com toda a sua melancolia, passam por facilitar a exclusão de toda e qualquer opinião que não se pareça com a própria, Assim, a vítima do linchamento não consegue evoluir, e sim, torna-se uma pessoa insociável, pelo medo do poder social do outro.
A exemplo da cantora Luisa Sonza, que em 2019, por falsas notícias de traição ao ex marido, sofreu um feroz linchamento virtual, contendo ameaças e difamação. Como cantora, Luisa lançava seus clipes na plataforma Youtube, onde um de seus clipes sofreu recorde de deslikes, a fim de acabar com a sua carreira. Dois anos depois, a artista tenta se recuperar dos ataques eminentes que sofreu. E afirma em suas redes sociais, “tentaram acabar com a minha vida por algo que não fiz, e quase conseguiram”.
Com o fito de conscientizar a população dos perigos da exclusão social, é papel da mídia e dos jornalistas de realizar campanhas de conscientização e matérias dos problemas e perigos do ato em questão, para isso, devem de usar suas plataformas de atuação como divulgação da intervenção. Desta maneira, com a correta divulgação das causas e consequências do intenso problema, certamente, impactará psicologicamente em quem reproduz a exclusão social, e assim, diminuindo a difamação e exclusão, tornando-se habitual diálogos e compreensão no meio tecnológico.