Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 18/08/2021
Com o avanço tecnológico as redes sociais se tornaram cada vez mais utilizadas, o que possui diversos pontos positivos, porém também carrega um problema que atinge a muitas pessoas, o linchamento virtual. Hoje em dia, o ângulo do revólver foi alterado, os disparos causam danos físicos às pessoas, mas a dor psicológica traz consequências maiores.
O artigo 5º da Constituição da Lei Penal de 1988 garante que as pessoas sejam livres para exibir sua identidade, e não fiquem em anonimato, assim estando protegidos de difamação, injúria e calúnia, mas alguns usuários da Internet consideram este código penal como a Internet é uma “terra sem lei”. A motivação para o cancelamento é justamente a falta de informação ou alfabetização digital. Se a pessoa não tiver consciência crítica da tecnologia, ela não será capaz de avaliar a fonte da informação caso se torne potenciais linchadores ou vítimas dos linchamentos.
Por exemplo, recentemente o filho da cantora de forró Walkyria Santos, Lucas Santos de apenas 16 anos, tirou sua vida após uma série de ataques em um vídeo publicado no Tik Tok. No vídeo, Lucas estava ao lado de um amigo e os dois fingiram se beijar de brincadeira, pois um deles estava usando uma máscara para prevenir o novo coronavírus. Depois de milhares de ataques preconceituosos e homofóbicos, o menino se suicidou.
Por causa de todos esses ressentimentos, medidas devem ser tomadas, cabendo à Secretaria de Segurança Pública ampliar as delegacias especializadas em ataques cibernéticos. E trabalhando juntamente do Ministério da Saúde para promover ações como “Você é importante” para reduzir o número de suicídios causados por linchamentos e ataques de ódio. Também fazer divulgações nas escolas, fazer palestras para crianças e jovens, já que constituem uma parte importante dos internautas. Desse modo reduzindo a motivação e comentários maldosos nas redes sociais