Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 27/08/2021
Em virtude ao cenário atual, a internet tem se tornado um lugar propício para debater causas grandes e em peso. No entanto, frequentemente, nas redes sociais, as manifestações contra comportamentos considerados errados convertem-se em um linchamento virtual contra a pessoa responsável.
O alcance do cancelamento tem gerado questionamentos sobre a possibilidade de que injustiças sejam cometidas justamente na busca por Justiça. Tomás de Aquino, grande filósofo da época medieval, defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a cultura do cancelamento contradiz todos os seus príncipios. Pessoas e até mesmo marcas, são vítimas do discurso de ódio de muitos que se escondem atrás de um perfil. Nesse contexto, percebe- se a configuração de um grave problema de contornos no individualismo e na má influência.
Com o passar dos tempos, os usuários das redes sociais ficaram mais críticos e passaram tolerar cada vez menos comportamentos que ferissem movimentos de minorias sociais. Qualquer gesto, ou comentário pode provocar um ataque virtual em massa, o qual não necessariamente apoia uma ação real e efetiva. Dados apontam que, o Brasil é o segundo país no mundo com a maior porcentagem de crimes cibernéticos, afetando cerca de 62 milhões de pessoas. Todo esse lichamento e discurso agressivo principalmente na internet, tem a ver com a intolerância e a incapacidade de lidar com o diverso e de ser confrontado. A pessoa avalia, julga e critica diante de um contexto isolado. A partir daí cria- se discussões onde levam a níveis extremos psicológicos com a pessoa atacada.
Contudo, o quadro precisa ser mudado, então, urge ao Poder Legislativo de todos países que vivenciam essa realidade, repensar leis de crimes cibernéticos, por meio da incorporação de punições, como o pagamento de tratamento psicológico da vítima do cancelamento.