Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 31/08/2021

Após o término com o humorista Whindersson Nunes, a cantora Luisa Sonza recebeu muitos ataques de ódio por meses até que, um tempo depois, decidiu se afastar dos seus perfis da internet para se tratar psicologicamente. Tal fato é um dos inúmeros exemplos do que acontece no mundo virtual, havendo várias consequências piores para quem sofre esses julgamentos, os quais são capazes de destruir a saúde mental de alguém. Dessa forma, é fundamental que os linchamentos online se tornem intoleráveis na sociedade, pois, além de causar muito sofrimento pra quem sofre, gera um sentimento comunitário de cunho odioso que, certamente, não traz qualquer benefício.

Primeiramente, é indubitável que tais comportamentos podem mobilizar milhares de pessoas em prol de ferir o alvo, que pode ser uma única pessoa ou um grupo. Nesse sentido, o filósofo frânces Émile Durkheim defende, em sua linha de pensamento, que o ser humano tende a se juntar para demonstrar repúdio e rejeitar algo que foge do senso comum, fenômeno denominado por ele de “ação coercitiva”. Sendo assim, o incômodo causado por alguma atitude na internet que pode ser considerado inaceitável por algumas pessoas proporciona os ataques em massa nas redes sociais.

Além disso, o que ainda predomina na sociedade é a necessidade de fazer justiça com as próprias mãos e, nesse âmbito, isso se dá por mensagens que ferem a moral e até por ameaças sérias. Com isso, é comum que os indivíduos se reúnam para retaliar o responsável por agir contra a maioria, gerando sua desmoralização pública que, por sua vez, ocasiona outros problemas como a perda de emprego, a fragilização de laços afetivos e doenças mentais. Logo, muitos internautas se sentem no dever de realizar esses insultos para satisfazer o seu senso de justiça, mas não remediam as proporções que isso pode causar em quem passa por isso.

Portanto, é essencial que haja o combate dessas provocações coletivas nas redes. Para tanto, cabe aos deputados federais a elaboração e aprovação de um projeto de lei que obrigue as empresas responsáveis pelas redes sociais a colocarem moderadores que monitorem a movimentação dos usuários e, à qualquer princípio de linchamento, esses funcionários devem impedir a postagem de mais comentários maldosos e suspender as contas dos responsáveis por mensagens de ódio, com o intuito de prevenir que esses ataques se alastrem e tenham maiores proporções e, desse modo, proteger as vítimas dessas ações e evitar danos às mesmas.