Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 09/09/2021

O artigo 6ª da Constituição do Brasil, promulgada em 1988, diz que a segurança é um direito social para todos. Contudo, a falta de segurança no mundo virtual, hodiernamente,  lava ao linchamento nas redes sociais, por consequinte esse direito é garantido no papel, mas não na prática. Logo, muitos crimes são realizados no meio virtual, trazendo insegurança para os usuários. Ora pelo anonimato facilitado pelos aparelhos eletrônicos, ora pela falta de educação sobre o respeito as diferenças. Nesse sentido, convém avaliar as principais implicações desse problema.

De acordo com Confúcio, filósofo, " Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros". Nessa lógica, a falta de segurança, a impunidade e o anonimato, presente no mundo virtual, contribui para o contínuo julgamento de forma violênta nas mídias sociais. Por conseguinte, uma simples divergência de pensamento fezem com que pessoas juguem umas as outras, com palavrões e ameaças, por vezes essas são compartilhadas e ganham grandes proporções, de modo que, o lichamento sai do mundo virtual e passa a ser propagado na vida pessoal, fora das redes sociais. Como resultado, muitas “vítimas” se isolam, perdem o emprego ou se suicidam, como ocorreu com o filho de Valéria, cantora nacional, que se suicidou após ser lichado em uma rede social por ter se declarado gay.

Outrossim, é válido ressaltar que, conforme Paulo Freire, pedagógo, “Se a educação sozinha não tranforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. De maneira análoga, a falta de educação da população contribui tanto para postagens equivocadas e erradas, quanto para reações de violência, pela simples discordância de pensamento. Com base nisso, o sentimento de impunidade e o anonimato, contribuem para a alta ocorrência do linchamento virtual.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem a violência nas redes sociais. Logo, cabe ao Ministério da Educação criar uma campanha nacional nas escolas, para ensinar sobre respeito e os limites nas redes socias, como também, a consequência negativa da falta desses, por meio de gincanas, grupo de discussão, teatro e aulas educativas, divulgando essa atividades nas principais mídias sociais, rádio e televisão, para o conhecimentos de todos os cidadãos. Desse modo, será repassado o problema e as consequências desses atos de forma educativa para sociedade. Ademias, cade a Câmara dos deputados criar uma lei que ponha fim ao anonimato no meio virtual, onde os praticantes de lichamento virtual sejam punidos. Como resultado, teremos uma sociedade mais tolerante com as diferenças e os erros do próximo, e que tratem as diferenças com respeito. Assim, será garantido nossa segurança, como manda a Constituição Federal.