Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 10/09/2021
A obra cinematográfica “Por 13 Razões”, lançada na Netflix em 2017, denuncia os motivos pelo qual a protagonista Hannah comete suicídio, sendo as principais causas o bullying, a violência sexual e a difusão massiva de fotos íntimas. De maneira análoga, na contemporaneidade, com a ascenção das redes socias, tornou-se muito comum o compartilhamento de coisas pessoais, convertendo-se em público. Nesse sentido, o que não é privado abre portas para julgamentos, de modo que linchamentos virtuais começaram a surgir na vida de muitos internautas. Certamente, a principal causa é a falta de respeito com a diversidade de opinião e a liberdade virtual. Por conseguinte, muitas pessoas são vitímas de agressões por postarem coisas que não agrade uma maioria
De acordo com o Artigo Quinto da Constituição Federal, homologada em 1988, a liberdade de expressão é um direito garantido a qualquer cidadão brasileiro. No entanto, até onde vai essa liberdade? Quando há uma violação do direito de outrem. Portanto, o linchamento virtual não é um direito assegurado, senão uma violação do direito de segurança de outra pessoa. Porém, tornou-se muito comum na atualidade, em virtude da “pseudoliberdade” das redes sociais, que faz com que muitas pessoas critiquem e sejam juizes das ações e publicações de outros internautas, agredindo-os com mensagens de ódio por não concordarem com algo e sem pensar nas consequências.
Por conseguinte, muitas pessoas vem sofrendo com agressões na internet e com a cultura do cancelamento, isto é, a exclusão de um indivíduo de determinada posição de influência por ter tido atitudes questionáveis perante a sociedade. Nesse sentido, artistas, “influencers” e pessoas públicas no geral, são vitímas dessas agressões que causam transtornos em suas vidas, como depressão e ansiedade . Tristemente, em agosto de 2021, o filho da cantora Walkyria Santos de apenas 16 anos cometeu suicídio, após receber muitas mensagens de “haters” (pessoas que disceminan o ódio) que não tinham gostado do conteúdo compartilhado pelo jovem. Uma consequência irreversível.
Logo, fica evidente que medidas devem ser tomadas para combater o linchamento virtual. Portanto, é imprescindível que o Secom - Secretaria Especial de Comunicação Social- crie campanhas que estimule o bom comportamento dos pessoas no meio virtual, por meio do uso conotativo da linguagem. Além disso, é fundamental que o Ministério da Justiça e Segurança Pública coloque em prática a Lei do Cyberbulling, a fim de que o mundo virtual tenha regras assim como na vida real. Desse modo, as pessoas terão mais segurança, e os “haters” pensarão antes de agir, em vista disso, a longo prazo a internet será um lugar mais favorável ao compartilhamento de ideias.