Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 15/09/2021
Segundo o governo federal o uso da Internet aumentou em mais do que 4% nos últimos anos aqui no Brasil, isso significa que possui mais pessoas com acesso a redes sociais, isso nos ajuda a concluir que alguma vez esses novos usuários serão expostos a um conflito virtual e cabe a essa pessoa decidir o que irá fazer diante daquela situação, fazendo assim a possibilidade de um linchamento virtual. Esse fator indica que mais usuários estejam a mercê de pessoas querendo julgar se seus atos são certos ou errados, o que pode se tornar um futuro problema.
Os problemas das redes sociais é que são de fácil acesso (precisando apenas de um dispositivo com “internet”) e que possuem um enorme alcance de pessoas, mas por que isso é um problema? Bom o problema é que se as pessoas têm tamanho fácil acesso a um recurso tão poderoso o mesmo pode se transformar em uma arma através de comentários de usuários mal-intencionados. Isso gera discursos de ódio através do que julgamos como errado e faz com que mais pessoas sigam a opinião alheia do que a delas próprias (efeito manada). Não estamos protegidos de julgamentos digitais nem fora da Internet, pois, por exemplo, se você tratar um garçom mau e alguém lhe filmar e postar você está condenado.
O que explica essa ação é que descontamos às vezes nossas frustrações em alguém na Internet, meio que sendo nosso bote expiatório, guiados pelas emoções e não pela razão, fazendo com que esqueçamos que há uma pessoa real atrás da tela por isso não cabe a nós ter tal poder. Outro problema comum são os fakes, são pessoas anônimas que fingem ser outra pessoa e espalham notícias falsas sobre o mesmo, isso prejudica pois causam mentiras sobre a pessoa, no livro de Jon Ronson conta sobre a história de quando um fake se apossou de sua imagem nas redes, nesse livro diz que em 180 anos o maior poder de julgamento do povo é agora, A solução deste problema é usar 3 bases: o indivíduo, a sociedade e a escola, como indivíduos devemos evitar entrar em conflitos que não são nossos, a sociedade parar de julgar e deixar isso para as autoridades competentes e a escola educar a futura geração para lidar com discursos de ódio.