Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 02/11/2021

A obra americana “Haters Back Off” mostra a vida de Miranda, uma adolescente comum que resolve ganhar a vida com a internet, porém nem tudo tem apenas o lado bom, após alguns vídeos a garota começa a ser linchada virtualmente por pessoas anônimas, pelo seu estilo, características e outros pontos. Infelizmente não é apenas no fictício que atos maldosos acontecem no ambiente virtual, algumas falas podem levar o alvo do ódio a desenvolver doenças e até a própria morte. Incontestávelmente tais linchamentos acontecem por impulsos emoconais e o mal uso da liberdade de expressão.

Com a finalidade de conectar as pessoas ao mundo todo, as redes sociais são grandes ambientes para que usuários, compartilhem o que fazem e o que pensam, a exposição de suas opiniões podem levar a um linchamento virtual, seja sua fala polêmica ou não. À medida que o ódio aumenta, o alvo de todo esse rancor pode chegar a adoecer e até morrer, apesar de algumas pessoas quererem corrigir os erros de outras, o linchamento virtual de forma alguma é a melhor opção, pois a liberdade de expressão deixa de ser opinião a partir do momento em que o outro é ferido com falas maldosas. Mesmo que o alvo do linchamento esteja errado, não há justificativa para tentar corrigir de maneira agressiva.

No entanto, a internet nunca vai deixar de ser um espaço onde todos julgam e são julgados. Exemplificando o caso da estudante paulista, Mayara Petruso, após a vitória de Dilma Rousseff nas eleições de 2010, a jovem fez uma série de tuítes entre os quais viralizou a frase: “Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”. A forte repercussão levou Mayara a abandonar a faculdade e ser demitida. Ela foi condenada a 1 ano e 5 meses de prisão por incitação à violência. Este caso compactua com a citação do poeta chileno, Pablo Neruda onde ele diz que todos são livres para fazerem suas escolhas, mas são prisioneiros das consequências. Apesar de ser um espaço livre para expressar opiniões, a internet jamais deveria ser tratada como uma “terra sem lei”.

Por conseguinte, o Ministério de Segurança através de recursos federativos, podem condenar quem for denunciado ou visto praticando qualquer ato de linchamento virtual, seja ele destinado à alguem ou não. A mídia juntamente com influenciadores digitais conscientizarão os usuários à terem empatia pelo próximo no ambiente virtual, alegando os danos que podem causar às vítimas e a si próprio. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde oferecer apoio terapêutico às vítimas de linchamento virtual registrado na justiça e que tiveram danos fortes em sua saúde mental. Por fim, a família e as escolas possuem o dever de conscientizar os jovem a desenvolverem empatia e repeito ao próximo.