Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 02/11/2021
Em 2017, uma cantora sul-coreana tirou a própria vida em decorrência de comentários negativos acerca de sua vida pública. Em julho de 2020, um famoso streamer norte-americano acabou se suicidando por conta de um pedido público de casamento em uma de suas redes sociais. Esses e outros casos geraram uma enorme repercussão e contribuíram para um famoso e recente debate: os linchamentos virtuais. Esses casos acontecem devido ao enorme poder dado para pessoas anônimas na internet, além do descaso completo com problemas psicológicos, especialmente quando o assunto são pessoas relevantes.
Em 2020, com o crescimento da pandemia do Covid-19, as redes sociais geraram muito mais interações que o normal, especialmente com eventos que mobilizaram o Brasil e o mundo, tais como o “BBB 20/21”, as Olímpiadas, entre outros. Em decorrência desse fato, a maioria dos usúarios passaram a julgar uns aos outros, especialmente quando um artista está em pauta. Como grande exemplo da maneira como linchamentos virtuais podem afetar a vida de alguém, temos a “cultura do cancelamento”, termo criado para quando um grupo de pessoas discorda de certo ponto e toma algumas medidas para acabar com a imagem de certa pessoa. Segundo alguns psicologos, a atitude é tomada quando algum grupo, empresa ou pessoa, toma uma atitude considerada imoral perante aos olhos de outros grupos sociais.
Segundo estudos da OMS, o número de pessoas com depressão vem crescendo significativamente com o tempo, possuindo um aumento de 34% de 2013 a 2019. Isso, aliado à grande onda de ódio, essa que vem crescendo exponencialmente no Brasil, acaba por causar a morte de várias pessoas em decorrência de ataques em redes sociais. Paralelamente a isso, algumas figuras públicas acabam por incentivar esses ataques de ódio em alguns casos, especialmente em um Brasil extremamente politizado como o de hoje.
Portanto, faz-se imprescindível uma maior filtragem por parte dos moderadores de redes sociais, além de um maior controle por parte de figuras públicas acerca de seu público, especialmente aqueles que possuem um público majoritariamente infantojuvenil. Ademais, é importante uma conscientização na hora do uso de redes sociais, essa sendo feita pelas próprias figuras públicas.