Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 09/11/2021
Na obra “O grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utiliza célebres nuances de pinceladas para ilustrar o medo nas linhas faciais do protagonista. Mais de 120 anos depois, esse sentimento se faz presente no semblante público, em razão aos linchamentos virtuais, ora pelos motivos, ora pela gravidade dos atos. Nesse sentido, destaca-se, a inconsciência julgatória e a sensação de impunidade aliada à personificação do preconceito como causas do aparecimento de vicissitudes modernas. Logo, rever as ações e a situação é inprescindível para garantir segurança e qualidade de vida a todos.
Sob esse viés, ressalta-se, que os atos, independente da consciência do praticante, sempre culminará em efeitos no cotidiano. Nesse tocante, destaca-se, o pensamento socrático, o qual afirma que os erros são consequências da ignorância humana, por conseguinte, é válido observar, que o desconhecimento acerca do impacto das palavras e da alta proporção tecnológica influi decisivamente em comportamentos inadequados, como xingamentos. Assim, o dia a dia de inúmeros usuários faz análogo aos dados da ONU(Organzaição das Nações Unidas), os quais afirmam que 85% das vítimas de zombaria sofrem com doenças psicossomáticas, como depressão e ansiedade, após os ataques na internet.
Nessa ótica, convém enaltecer, o ideal do escritor africano do século XX, Albert Camus, que afirma se existir defeitos na conciliação entre justiça e liberdade haverá intempéries de amplo alcance. Sob essa linha, a errônea sensação de imunidade das redes sociais impulsiona os cidadãos martirizarem as falhas dos outros. Seguindo esse raciocínio, o cenário anônimo, concomitantemente, com as intolerâncias resultam em comentários absurdos ao próximo, por exemplo gordofóbicos, homofóbicos e xenofóbicos. Além disso, criam um ilusória cultura perfeccionista, principalmente entre os jovens, na qual devem-se encaixar nos padrões comportamentais exigidos, uma vez que não reconhecem o direito de errar humano e muito menos o aprendizado empírico.
Portanto, diante dos fatos supracitados, evidencia-se, uma situação nociva ocasionada por julgamentos no meio cibernético. Então, urge das instuições formadoras de opiniões, tal como escolas, em parceria com ONG’s(Organizações Não Governamentais), mediante encontros semanais, fazer palestras para comunidade a fim de explicar os impactos julgatórios, valorizar a diversidade e incitar a empatia. Outrossim, cabe ao Estado, por meio de reuniões, formular publicidades ao povo no intuito de esclarecer a criminalidade de certas condutas e fomentar a reponsabilidade coletiva. Desse forma, a emoção retratada no quadro expressionista não existirá nos rostos das pessoas em pleno século 21.