Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 15/08/2022
Na série “Control Z”, disponibilizada pela Netflix, os adolescentes, após a exposição de seus dados e atitudes pessoais, sofreram xingamentos e ataques nas redes sociais. Fora da ficção, a conduta da população assemelha-se ao que foi retratado na obra, já que se observa atos de linchamentos virtuais na sociedade atual, o que gera efeitos nefastos devido a esse comportamento grave. Nesse âmbito, é lícito destacar a falta de empatia e a irresponsabilidade governamental como causas do revés.
Diante desse cenário, a apatia contribui para o problema. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro “modernidade liquida”, a sociedade tem caráter fluido e individualista nas relações sociais. Sob esse panorama, esse pensamento condiz com a realidade brasileira, a qual sofre com a gravidade dos linchamentos virtuais, uma vez que as pessoas, muitas vezes, agem de forma individual não se importando com o outro. Consequentemente, sem tal empatia, as vítimas do quadro nocivo podem sofrer com problemas psicológicos, como depressão e outros transtornos.
Outrossim, a falha inconstitucional também consolida a problemática. De acordo com o livro “Cidadão de papel”, de Gilberto Dimenstein, é retratado o quadro de precarização dos direitos que não são efetivados no corpo social. Isso porque percebe-se uma limitação prática dos direitos do indivíduo, em que o Estado é omisso ao não propor estatégias eficientes para amenizar os comentários de opressão nas redes sociais. Nesse sentido, sem a ação do governo, a população, majoritariamente, acredita que a internet é uma terra sem lei - onde poderá praticar qualquer ação que não terá consequências. Logo, tal descaso precisa passar por ressignificações.
Portanto, é necessário intervir nesse panorama grave. Para isso, o Ministério da Tecnologia deve, em conjunto com os profissionais da saúde psicológica, promover palestras a cerca da falta de empatia na internet, com relatos de casos reais, mediante a mídia, como o Instagram e o Youtube, a fim de amenizar o individualismo nas redes sociais. Paralelamente, o governo deverá agir na ausência de prática da constituição.