Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 17/08/2022

A cantora brasileira Luiza Sonza foi vítima de uma onda de mensagens de ódio, ameaças de morte e insultos no ano de 2020, logo após o fim do seu casamento. De maneira análoga a isso, os linchamentos virtuais vêm crescendo consideravelmente a medida que o uso das redes sociais aumenta, e é necessário identificar os agente que têm estimulando tais padrões comportamentais. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de conscientização nas escolas e a normalização da sociedade quanto ao tema.

Em primeira análise, evidencia-se que a escola tem um enorme papel na formação do indivíduo social. Sob essa ótica, vemos o impacto que o linchamento virtual tem no âmbito escolar na série 13 Reasons Why, onde a protagonista é vítima de boatos e discurso de ódio, sem que haja interferência alguma dos superiores da instituição. A ausência de diálogo voltado para o assunto de maneira aberta leva o linchamento ao limite, e quando não há o mínimo de direcionamento, a ficção imita a realidade quanto as consequências para quem o sofre.

Além disso, é notório que a visão da sociedade em relação a bruta disseminação de ódio presenciado na internet é um dos principais agravantes. Desse modo, é válido reafirmar a fala do psicólogo Russo Lev Vygotski, que diz que “o homem é fortemente influenciado pelo meio onde está inserido”. Consoante a isso, a população banaliza e muitas vezes até se diverte com situações degradantes que ferem profundamente o psicológico da vítima. Ademais, o efeito manada que tende a ocorrer nesses casos coloca o indivíduo como alguém manipulável, que se deixa levar sem refletir sobre seus atos.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o linchamento virtual. Dessa maneira, cabe a Secretária da Educação, juntamente da mídia, fazer campanhas por meio de palestras, círculos de conversas nas escolas e propagandas nas redes sociais mais utilizadas, como Instagram, Twitter e Tiktok, a fim de que haja uma maior comoção e sensibilidade ao próximo antes de qualquer ódio direcionado. Somente assim será possível evitar que casos como o da cantora Luiza Sonza se repitam na internet.