Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 17/08/2022
Desde o início da “era digital”, consoante a dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de suicídios registrados no Brasil aumentou extratosfericamente. De maneira análoga a isso, nota-se que as mídias digitais estão se tornando ferramentas que contribuem para o agravamentodos dos linchamentos virtuais, os quais devem ser pautados como um problema eminente. Nesse prisma, destacam-se dois importantes aspectos: a compactuação da sociedade para com a problemática e falta da delimitação de regras no meio digital.
Em primeira análise, é válido retomar o aspecto supracitado quanto ao papel da sociedade na perpetuação do problema. Sob essa ótica, o clássico filósofo contratualista — Thomas Hobbes — afirma: “O homem é o lobo do próprio homem”. Dessa forma, uma simples publicação em uma rede social pode ser alvo de comentátios ofensivos e maldosos provenientes de qualquer parte do globo. Logo, cria-se um paradgma vicioso que deturpa os valores humanos, tais como empatia, respeito e fraternidade, além de contrubuir para a evolução de doenças mentais, por exemplo, depressão, ansiedade e fobias.
Nota-se, ademais, a inexistente delimitação das regras sociais no meio digital. Desse modo, o advento do fenômeno da globalização, principalmente no final do século XX, troxe diversas tecnologias que incrementaram o convívio social — como Instagram, WhatsApp, Twitter e Facebook. Entretanto, essas tecnologias trouxeram os linchamentos virtuais, esses não sendo legislados de maneira eficiente, e a cultura da anonimidade e impunidade no meio cibernético, o que motiva os agressores do outro lado da tela a destilarem o seu ódio na internet.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a conter os linchamentos virtuais. Dessa maneira, cabe ao Poder Legislativo brasileiro no âmbito federal, composto pelos senadores, desenvolver e propor novas leis que venham a punir e restrigir os agressores cibernéticos que desrespeitarem padrões morais e éticos da conduta virtual, preestabelecido nessas, a fim e harmonizar o convívio entre os usuários do meio virtual. Somente assim, será possível reverter a triste realidade do crescente número de suicídios, originada no início da “era digital”.