Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 19/08/2022

Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importante da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante a segurança a todos. Entretanto, linchamentos virtuais e a motivação desses atos impede que os brasileiros usufruam desse direito constitucional. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a lenta mudança na mentalidade social e a omissão do Estado.

Diante desse cenário, a mentalidade social mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Conforme Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica , é possivel perceber que a questão da motivação dos atos de violência virtual é fortememte influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto comunitário opressor, a tendência é adotar esse comportamento também. Dessa forma, a falta de opinião própria pode causar grande impacto na vida humana, impedindo a resolução dos linchamentos virtuais.

Ademais, a inércia estatal inviabiliza o cambate de violência nas redes socias. A essse respeito , o filósofo John Locke desenvolveu o conceito de “Contrato Social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez, garantiria direitos inalienáveis à população. Todavia, a violência nas redes sociais evidencia que o poder público brasileiro se mostra incapaz de cumprir com o contrato de Locke, na medida em que a falta de legislação influência os internautas a causarem desordem onde deveria haver ordem. Desse modo, enquanto a omissão do Estado se mantiver, o Brasil será obrigado a coviver com uma das mais cruéis mazelas: o desrespeito aos Direitos Humanos.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para combater a violência virtual. Nesse sentido, as escolas - resposáveis pela transformação socail - devem ensinar os alunos a importãncia do respeito coletivo por meio de projetos pedagógicos, como palestras e ações comunitárias. Essa iniciativa terá a finalidade de romper a inércia estatal e de garantir que o tratamento digno previsto pela Constituição Cidadã deixe de ser em breve uma utopia no Brasil.