Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 20/08/2022
Em “Memórias Póstumas”,Brás Cubas,o defunto-autor de Machado de Assis,
profere que não teve filhos e tampouco transmitiu a alguma criatura o legado de nossa miséria.Tal posição,decerto,decorre não só da apropriação indevida do direito de liberdade de expressão,mas também da banalização do corpo social perante aos massacres virtuais.Diante disso,torna-se essencial a discussão do revés para mitigar os ecos das condenações no tribunal da internet.
Em primeiro lugar,é fulcral,salientar a ilusória necessidade de posionamento a cerca de uma situação conflituosa.Apesar do direito de manifestar opniões publicamente,muitos indivíduos, equivocadamente, usam-o como aparato para replicar discursos de ódio e acompanhar a massa de “justiceiros”,que mesmo sem proficiência, ataca a vítima de maneira desproporcional e injusta.Com isso,tende-se a depreciar a saúde mental do responsável pelo efeito manada,já que a exposição pública ultrapassa os limites virtuais e afeta sua reputação.Logo,urge a reformulação dessa postura urgentemente.
Outrossim,é fundamental destacar o descaso do tecido social em relação ao imbróglio.Assim como a “Atitude Blasé”-termo proposto pelo sociólogo Georg Simmel que discorre sobre a passividade civil em meio às situações que deveriam dar atenção-tal comportamento se reflete na indiferença popular,haja vista que observam atitudes repudiáveis com normalidade e quando não intervém, além de contribuir dão aval para a pepertuação dessa prática cada vez mais perigosa.
Por isso,faz-se mister que medidas sejam adotadas instantaneamente.
Portanto,é dever das mídias digitais,principais canais de propagação de hostilidade,promover,por meio da redução do alcance de conteúdos maliciosos,
apoio à vitima,além de banir,temporariamente ou não os agressores,objetivando a conscientização sobre o assunto.Além disso,deve ainda,propagar,por meio de campanhas informativas,o desejo de alterar a condição vigente no território brasileiro, com o intuito de instruir a sociedade sobre como se solidarizar a essas pessoas e a melhor forma de repudiar o erro alheio.Feito isso,torna-se possivel a contrução de uma sociedade da qual Brás Cubas se orgulhasse.