Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 27/08/2022

O escritor Gilberto Dimenstein, me sua obra “Cidadão de papel”, defende que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos básicos para todos. Nesse viés, a sociedade brasileira se vê longe dessa consolidação, visto que linchamentos virtuais e discursos de ódio são constantemente vinculados em redes sociais, muitas vezes desrespeitando pessoas e incitando ódio em massa. Nesse contexto, observa -se um delicado problema, causado pelo pensamento social inadequado e a falta de atenção dada à problemática.

Dessa forma, em primeira análise, vale ressaltar que a mentalidade social inadequada é um impasse para a solução da chaga. Hannah Arendt defendia que o pior mal é aquele visto como cotidiano. Tal pensamento, aponta para forma como a sociedade constantemente banaliza problemas, no que diz respeito aos linchamentos virtuais não é diferente, visto que, discursos de ódios divulgados nas redes são vistos como algo bobo e de pouca nocividade. Logo urge suscitar o pensamento social.

Ademais, cabe citar que a falta de visibilidade do problema, é um empecilho para o seu fim. Djamila Ribeiro explica que para que um problema seja resolvido é preciso torná-lo da invisibilidade. No que diz respeito à problemática, tal invisibilidade se faz presente, tendo em vista que o problema é pouco abordado em programas e obras de grande alcance. Assim, torna-se necessário dar atenção á chaga.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o problema. Para isso o Estado, juntamente com o Ministério da Cultura devem promover campanhas nas escolas e em mídias de massa de grande alcance que evidenciam a nocividade dos linchamentos virtuais e a divulgação de ideias que desrespeitam outras pessoas, afim de criar um corpo social mais consciente na hora de usarem as redes sociais, por meio da informação. Assim tal consolidação descrita por Dimenstein pode se tornar real.