Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 26/08/2022
O apresentador Monark, do canal Flow Podcast no You Tube, em sua última apresentação, cometeu um crime , imprescritível e inafiançável, segundo a constituição brasileira, ao defender a criação de um partido nazista no Brasil. Segundo ele mesmo relata, sofreu com diversas mensagens de ódio e até de ameaças contra sua vida. De maneira análoga a isso, percebe-se que o “linchamento virtual é algo muito presente nos dias de hoje. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos que ajudam a promover os discursos de ódio nas redes, as contas fake e o pensamento de fazer “justiça com as próprias mãos”.
Em primeira análise, evidencia-se o ato de muitos internautas proliferarem ódio nas redes, achando que estão protegidos atrás de suas contas falsas na internet. Sob essa ótica, de acordo com o site UOL, cerca de de 80% dos discursos de ódio proliferados na internet são atráves de contas fake. E que na maioria dos casos é de fácil rastreio para as autoridades.
Além disso, é notório que em muitos casos, pode gerar uma grande revolta nos espectadores, muitos deles querendo com as próprias mãos punir autor. Em vários casos esse sentimento de fazer justiça vem sendo tratado como algo normal e até obrigatório. Desse modo, segundo a filosofa Simone de Beavouir retrata que “o mais escândaloso dos escandalos é que nos habituamos a eles”. Paralelamente a isso é inadimissível que esse atos desenfreados de raiva continuem como algo habitual.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham dimuinuir o linchamento virtual. Dessa maneira, cabe as delegacias especializadas em crimes cibernéticos, promover campanhas de conscientização, para as pessoas ao invés de tentarem fazer justiça na internet , denunciarem o ato criminal, e evitarem de cometer crimes também. Somente assim, casos como o do apresentador Monark poderão ser evitados.