Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 09/09/2022

No ano de 2006, Jack Dorsey criou o famoso “Twitter”, que é um microblog, inicialmente idealizado para união e interação social. Entretanto, os objetivos iniciais da rede social se modificaram e acabaram emergindo um problema delicado chamado linchamento virtual, em virtude da falta da impunidade e a maldade humana.

Primordialmente, é necessário destacar a impunidade, como uma das causas do óbice. Segundo o filósofo Aristóteles, a base da sociedade é a justiça. Todavia, a justiça, na internet, pode ser aplicada de maneira incorreta perante as leis, uma vez que a sociedade, utiliza-se do instinto “justiceiro” de maneira errônea, através de perfis falsos para cometerem o cancelamento na internet. Deste modo, condutas ao combate a impenitência, são complicadas.

Além disso, na obra “1984” escrita por George Orwell, retrata uma população, que era convidada pelo estado a investir 2 minutos do seu dia, diante de uma teletela, para cometer xingamentos, hostilizações e agressões. Esse movimento ficou conhecido como “2 minutos de ódio”. Fora da ficção, a sociedade gasta horas, dias ou semanas perante dos seus “smartphones”, para praticar os dois minutos descritos por George Orwell. Assim, enquanto o ódio existir, a frase de Oscar Wilde " a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida…", continuará sendo verdadeira, na presença da problemática.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Ministério da Justiça com, o auxílio da mídia, deve promover e divulgar uma campanha na TV e redes sociais como, Instagram, Tiktok, Twitter, por meio de apresentação de relatos e consequências geradas pelo linchamento virtual nas vítimas e dos agressores já penalizados, a fim de gerar empatia na população e a conscientização de que seus atos serão criminalizados.