Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual
Enviada em 13/09/2022
Zygmunt Bauman, defende que “não são as crises que muda o mundo, e sim nossas reações a elas”.No entanto, não é possivel verificar uma reação interventiva nos linchamentos virtuais, que ocorrem todos os dias nas redes sociais causando vários danos a quem é atacado.Então, deve-se traçar estratégias a partir da atuação nas causas do problema: a falta de empatia e a influência da mentalidade social.
Dessa forma, em primeira análise, a falta de empatia de quem comete o ataque é um desafio presente no problema.Para Rupi Kaur, “a representatividade é vital”.Porém, há um hiato absurdo na representação do mal que o linchamento virtual faz as vítimas, visto que se torna cada vez mais frequente.Assim, é preciso que a representatividade seja algo vital.
Em paralelo, a influência da mentalidade social é um entrave no que tange ao problema.Chimamanda Adichie defende que “a cultura não faz as pessoas; as pessoas fazem a cultura”.Tal perspectiva aponta para a responsabilidade individual de mudar o pensamento coletivo sobre o linchamento virtual, visto que se tornou algo comum para quem faz o uso de redes sociais.Assim, é preciso suscitar a ação individual para a construção social desejada.
Portanto, é indispensável intervir sobre o problema.Para isso, a mídia de massa deve criar um programa por meio de entrevistas com especialistas no assunto, a fim de atualizar a mentalidade social sobre o linchamento virtual.Tal ação pode, ainda, ser divulgada por grandes perfis do instagram para atingir mais pessoas.Paralelamente, é preciso intervir sobre a escassez representativa presente no problema.Dessa forma, será possivel lidar da melhor maneira com essa crise como defendeu Bauman.