Linchamentos virtuais: o que motiva os atos e a gravidade desse comportamento na sociedade atual

Enviada em 24/10/2022

No período Regencial Britânico, no início do século XIX, pelo fato de as notícias se espalharem rapidamente, as pessoas da época tinham muito receio dos fatos repercutirem negativamente e das previsíveis consequências. Paralelamente, na sociedade atual, a internet facilitou esse julgamento em massa também presente na época da Regência. Logo, devido ao impulso e insensibilidade populacional e à insuficiência governamental, esse comportamento tornou-se grave e perigoso.

Diante desse cenário, as redes sociais tornam-se os principais canais para o linchamento virtual pelo fato de uma simples publicação conseguir chegar ao alcance de milhares de pessoas em pouco tempo. Além de que, é um meio em que as pessoas são influenciadas com facilidade e que durante o acesso de raiva disparam ofensas e ameaças sem se preocupar com os impactos que terão no alvo em questão. Diante disso, pode-se consolidar com reality show “Big Brother Brasil” que, em 2021, a participante Karol Conká foi extremamente julgada pelo público telespectador.

Além disso, a situação se agrava quando os comentários negativos refletem na realidade, pois as pessoas “canceladas” na internet vivem em constante perigo por possíveis ataques e agressões, se encontram com o psicológico fragilizado e até mesmo a família pode se tornar um alvo. Logo, a normalização desse evento é preocupante, pois os usuários cibernéticos anseiam fazer justiça por conta própria de maneira equivocada e as autoridades estatais não tomam as providências necessárias que evitariam o linchamento virtual.

Portanto, para mudar o quadro presente, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em conjunto com as plataformas digitais, desenvolvam um algoritmo para barrar qualquer publicação de indício ofensivo e financiar campanhas de saúde mental nas redes para amenizar os insultos e incentivar o cuidado psicológico social. Além disso, cabe ao Ministério da Justiça agir como esperado e julgar de maneira correta de acordo com a gravidade da situação. Dessa forma, a internet não será um canal para ter medo e nem vista como uma arma.