Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 08/09/2019

A relação do homem com o meio ambiente é fruto de um problema cultural que vem chocando a sociedade. Mas a sociedade não é o homem? A resposta é sim, e a problemática dessa união por parte do ser humano é a energia para pensar e o cansaço para agir.

Para começar, a população não pensa ativamente na preservação dos recursos naturais por viver a cultura do consumismo. Assim sendo, esse hábito de vida, oriundo do capitalismo vigente desde o fim da Guerra Fria, em 1991, colocou as pessoas numa “hipnose da compra” em busca da felicidade e desviou suas atenções para os graves problemas que futuras gerações enfrentarão: escassez de recursos naturais. Com isso, o meio ambiente só é lembrado quando “avisa” diretamente ao seu consumidor do problema, como o caso da diminuição do reservatório da Cantareira, em São Paulo.

Ademais, é observável o cenário de hipocrisia com os recursos naturais por parte do mundo empresarial. Primeiro, o mercado do consumo subindo faz com que o acúmulo de lixo aumente e, por consequência, é necessário passar uma boa imagem para o seu público-alvo continuar em transe. Segundo, isso é feito utilizando nos meios de comunicação um falso apreço com o tema da sustentabilidade, como é notável nos casos das empresas Samarco e Vale.

Infere-se, portanto, que se o consumo está atrelado a cultura, ela pode ser modificada com a implementação da sustentabilidade. Com base nisso, por ser um problema nacional, cabe ao Governo Federal, por meio da Secretária Especial de Comunicação Social, elaborar uma propaganda, para ser divulgada na TV e nas redes sociais, que explica os efeitos do consumismo para o consumidor e para quem o oferece, com a finalidade de estimular o senso crítico dos brasileiros quanto aos seus costumes comerciais, bem como desconfiar de organizações que abraçam o tema sustentável. Em suma, espera-se um consumo consciente e ação da sociedade para com os problemas ambientais.