Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 22/09/2019

A Revolução Industrial é um grande marco para sociedade hodierna, foi o berço para o sistema econômico vigente e também precursora para a vida nos grandes centros urbanos. No entanto, tais ações ainda traz consequências negativas para as pessoas e o meio ambiente, como o alto volume de lixo gerado. Nessa perspectiva é preciso buscar medidas de redução e atentar-se para a legislação reguladora.

Num primeiro momento é necessário observar a destinação do lixo gerado nas cidades. A esse respeito, atenta-se que a sociedade brasileira vai na contra mão do capitalismo, a de gerar lucro, infelizmente no Brasil ainda destina-se grande parte do lixo para os lixões, e esta é a pior forma de descarte, pois geram terríveis danos ao meio ambiente. Segundo a Política Nacional de Resíduo Sólido (PNRS), tal destinação deveria ser extinta no ano de 2014, porém perdura até os dias atuais. Logo, o incentivo a métodos alternativos é fundamental, como a reciclagem, que além de gerar lucro, traz benefícios para o ecossistema.

Ademais, a preservação ambiental é dever de cada cidadão. Segundo o filósofo Hans Jonas em sua teoria do “Princípio da Responsabilidade”,  cabe a cada indivíduo preservar hoje, para garantir as próximas gerações um mundo habitável. Observando a ineficiência do comprimento da PNRS, o Estado deve buscar formas de reverter o cenário, seja apoiando os municípios e também criando medidas de solução na esfera federal.

Pode-se perceber, portanto, que a destinação correta do lixo e o cumprimento legislacional são fundamentais para solução da problemática.

Para tal, os municípios devem propôr ajuda às cooperativas que executam a coleta seletiva, através de auxílios com maquinários e infraestrutura, instrumentos essenciais que requerem alto capital, a fim de ampliar a reciclagem, atividade essencial na economia de recursos ambientais. Aliado a tais ações órgãos fiscalizadores, como o IBAMA, devem aplicar notificações e/ou multas no caso de não cumprimento da lei e assim, buscar, sanar o desafio do lixo que já perdura por séculos.