Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 03/10/2019
O documentário “Lixo extraordinário” retrata o trabalho do artista plástico Vik Muniz no Jardim Gramacho, maior aterro sanitário da América Latina. Embora a arte feita com resíduos de material reciclável tenha encantado diversos espectadores no mundo, o excesso de dejetos ainda é um problema para o meio ambiente no cenário brasileiro devido a fatores políticos e sociais. Assim, surge um problema com sequelas enormes para o meio ambiente.
Em primeiro lugar, cabe destacar a ausência de políticas públicas acerca do descarte sustentável de lixo. Segundo dados divulgados pela revista Época, 85% dos brasileiros não têm acesso à coleta seletiva. Dessa forma, devido à falta de incentivo e ao desconhecimento sobre a separação de resíduos, muitas pessoas descartam irregularmente determinados produtos. Esse problema é ainda mais intensificado, por conta do consumismo exacerbado, pois à medida que modelos de celulares são lançados anualmente, a população se sente atraída a comprá-los, mesmo sem necessidade, apenas para se sentir excluído da sociedade do consumo.
Além disso, a ineficácia do controle e da fiscalização do descarte irregular de dejetos prejudica o meio ambiente. Desde 2014, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu o fechamento de lixões a céu aberto, entretanto, essa proposta ainda não é eficaz visto que o território brasileiro ainda possui diversos lugares clandestinos e sem fiscalização, que geram riscos à saúde do meio ambiente e da população pela contaminação dos solos. Também, segundo dados da WWF, o Brasil é um dos maiores produtores de lixo do mundo. Assim, medidas são necessárias para consolidar as resoluções governamentais sustentáveis.
Portanto, fica claro que o problema do lixo no Brasil seria facilmente amenizado através de uma fiscalização maior sobre as prefeituras, e que o Governo Federal aplique multas severas àquelas que não oferecem tratamento aos resíduos descartados. Outra medida importante seria oferecer mais incentivos à coleta seletiva, fazendo com que mais pessoas se sintam estimuladas a separar seu lixo reciclável e estimulando cooperativas de reciclagem, além da atuação de ONGs que encaminhem lixos eletrônicos para empresas especializadas nesse tipo de descarte.