Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 31/10/2019
A Primeira Revolução Industrial revela várias mudanças no contexto social do mundo, principalmente na área do consumo, o qual, permeabiliza o alto índice de compras e descartes inapropriados como o lixo e aterros sanitários que prejudica severamente não só o meio ambiente, mas também a vida humana. Todavia, ao longo dos anos, o aumento de lixo no Brasil gera imparcialidade no meio coletivo, devido a ausência de políticas públicas e o excesso de resíduos eletrônicos no país.
A princípio, a ausência de políticas públicas para incentivar cooperativas e associações de reciclagem, possibilita instabilidade e desvalorização nesse setor, pois a falta de verbas colabora de forma negativa para o acúmulo de dejetos em lugares inadequados, poluindo o solo e consequentemente à água . De acordo com a lei 12.305/10 dos Resíduos Sólidos ampara esses catadores, porém, na prática isso acontece de modo diferente, posto que, a maioria dos municípios não recebem dinheiro para realizar o trabalho adequado de reciclagem, além do mais, os indivíduos que sobrevivem dessa coleta torna-se vulnerável financeiramente.
Contudo, o excesso de lixo eletrônico cresce com muita velocidade, pelo fato da “Era Digital” viabilizar o consumo por meio de propagandas para convencer as pessoas obterem cada lançamento de novos eletrônicos. Nesse âmbito, a ONU ( Organização das Nações Unidas) relata em 2014 que a nação brasileira produziu cerca de 1,4 mil toneladas de resíduos tecnológicos, ou seja, denota-se o avanço do lixo . Segundo o filósofo Aristóteles a mediania é o equilíbrio para viver em harmonia com a natureza, no qual, proporciona melhores condições de vida para a população.
Portanto, para que o problema do lixo diminua, cabe ao Governo Federal em parceria com o Poder Legislativo direcionar verbas e colocar em prática a lei do Resíduos Sólidos para promover mudanças no departamento de catadores, no intuito de valorizar o seu trabalho ao proporcionar cidadania e dignidade para o indivíduo, além disso, é de suma importância que esses órgãos doem equipamentos para realizar a reciclagem nas cooperativas. Ademais, é preciso que a mídia lance campanhas elucidativas com o propósito de esclarecer sobre o lixo eletrônico e os impactos causados pelo excesso de consumo para meio ambiente. Dessa forma, a Primeira Revolução Industrial não vai se repetir.