Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 24/10/2019

Segundo Paul Atson, cofundador do GreenPeace, a inteligência é uma habilidade das espécies para viver de forma harmoniosa com a natureza. Não obstante, nota-se que a sociedade contemporânea não desenvolveu essa habilidade, fato este evidenciado pela formação de lixos eletrônicos por meio do abandono de aparelhos tecnológicos, provocando assim, severos impactos socioambientais. Dessa forma, predomina-se o pioneirismo de duas justificativas para esse problema, a saber, a obsolescência programada, e a ausência de aterros para o correto descarte.

Em primeiro lugar, sabe-se que, desde a Revolução Industrial, aparatos tecnológicos são produzidos largamente pelas empresas, com o intuito de atingir uma maior massa global de pessoas. Porém, a obsolescência programada, mecanismo incorporado às ambições empresariais, tem provocado uma rápida troca de objetos eletrônicos, ocasionando em um maior descarte, que, por sua vez, gera grandes acumulações dessas ferramentas, que se encontrarão no meio ambiente, prejudicando assim o solo, a água, e a saúde da população.

Em segunda instancia, evidencia-se que, o descarte indevido dessas peças tem como causa a ausência de aterros adequados para esse lixo. Países desenvolvidos, como os EUA, fabricam uma grande quantidade desses materiais, mas não possuem locais para o despejo adequado. Com isso, para desfazer-se dessa concentração de artefatos, ele os manda para a China, ação essa que tem desencadeado sérios conflitos entre os dois países. Com base nesses fatos, a produção tecnológica torna-se contestável quando não há um planejamento para um descarte ideal.

Segundo Jean Paul Sartre, o homem é condenado a ser livre, sendo assim, responsável pelas escolhas que faz. Consoante a essa afirmação, faz-se necessário que o Governo brasileiro, com o apoio internacional, invista na criação de aterros para o descarte correto desses dejetos, e que a população nacional seja instruída, através de campanhas educacionais, a preservarem o planeta, e assim, como foi dito por Paul Atson, desenvolver a inteligência necessária para conviver de forma harmoniosa com o meio ambiente.