Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 29/10/2019
É notório na obra “Cegueira” de José Saramago que ao longo do romance o autor utiliza-se de metáforas para explicar como as pessoas vão se tornando cegas no mundo contemporâneo devido seu egoísmo e individualismo. Nesse contexto percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em relação ao lixo e a cidadania.
Em primeira análise, o incentivo axacerbado ao consumismo mostra-se como um dos desafios da resolução do impasse. Segundo Zygmunt Bauman “Consumo, logo existo” demonstra que a condição indispensável à vida é o consumo. Desse modo, o meio ambiente vem sofrendo com as atitudes humanas, pois, após o uso dos objetos o seu destino é o lixo, onde nem sempre ocorre o descarte correto, acarretando em desastres naturais e criação de depósitos clandestinos.
Além disso, o lixo e a cidadania encontra terra fértil na flexibilidade legislativa. Nesse sentido, Aristóteles aborda que “A política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade”. Contudo, o Estado não tem aplicado punidade ao descarte indevido no meio ambiente nem as fiscalização correta nos depósitos sanitários.
Portanto, medidas são necessárias para impedir o impasse. Desarte o ministério do meio ambiente juntamente com o legislativo devem promover leis e medidas preventivas para a manutenção da preservação do meio ambiente e cidades, através de debates na câmera e nas comunidades conscientizando sobre a problemática. Assim, é de extrema importância que o governo e a sociedade trabalhem em conjunto, para que a cegueira citada na obra de Saramago não se torne realidade.