Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 23/04/2020

No Egito Antigo havia uma forte cultura entre ser humano e natureza, desse modo o homem deveria viver em constante harmonia com o meio ambiente para sempre. Entretanto, no atual panorama brasileiro, observa-se que essa harmonia não integra-se na sociedade, uma vez que o lixo descartado inadequadamente gera danos à natureza. Tal perspectiva é persistente não só pela falta de consciência da população mas também à irresponsabilidade ambiental de indústrias de eletrônicos.

Primeiramente, cabe abordar a inconsciência da maioria das pessoas. Conforme uma pesquisa feita pela globo, em São Paulo, 75% da população descarta o lixo em vias públicas, mesmos com lixeiras ao redor. Dado que, metade dos resíduos obstruem os bueiros e a outra metade vão para os rios. Consequentemente, o lixo plástico na superfície da água bloqueia a entrada de luz solar e impede que as plantas aquáticas possam realizar fotossíntese para a sua alimentação e produzir oxigênio para as demais espécies.

Outrossim, de acordo com o sociólogo Karl Marx, em busca de capital, as empresas ultrapassam os limites éticos. Nesse sentido, grandes corporações industriais, singularmente de eletrônicos, ultrapassam esses limites ao descartar seus dejetos em locais impróprios. Segundo o portal R7, no Brasil, apenas 10% do lixo eletrônico recebe o destino correto. Como resultado, as substâncias tóxicas contidas nesses rejeitos contaminam o solo, os recursos minerais, e os lençóis freáticos, que vai impactar em larga proporção o ecossistema.

Torna-se evidente portanto, que ainda há entraves para que, assim como os antigos egípcios, possamos viver em harmonia com a natureza. Posto isso, o Governo Federal e o Congresso Nacional devem sancionar uma lei que puna e aplique multas severas à pessoas e empresas que fazem o descarte inadequado do lixo, que por meio das polícias militar e civil que ficarão em constantes fiscalizações, a fim de que se possa reduzir os índices dos impactos ambientais e conscientizar a população.