Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 22/04/2020
Na obra ’’ Utopia ’’ , do escritor inglês Thomas More , é retratada uma sociedade perfeita , na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas . No entanto , o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega , uma vez que a imprescindibilidade de abordar a recorrente questão entre o lixo e cidadania apresenta barreiras , as quais dificultam a concretização dos planos de More . Esse cenário antagônico é fruto tanto da obsolescência programada quanto da alienação midiática . Diante disso , torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade .
Em primeiro lugar , é fulcral pontuar que a hodierna questão dos objetos descartados e a inexistência de um pensamento coletivo para conter o avanço do lixo , derivam da baixa atuação dos setores governamentais , no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto , isso não ocorre em contexto tupiniquim . Devido à falta de atuação das autoridades , no que se permite a exaltação de produtos por intermédio da mídia realizada por empresas com o fito de aumentar suas riquezas. Por conseguinte, contribui para a presença de uma gama de utensílios que apresenta nem uma necessidade nos ecossistemas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Em segundo lugar, é imperativo ressaltar o alheamento por meio da tecnologia como promotor do problema. Sendo notório pelo período American Way of Life, marcado pelo consumismo exacerbado procedente da utilização de campanhas publicitárias com o propósito de que o povo acostuma-se a um novo modo de vida. Partindo desse pressuposto, é inegável mencionar o papel que a Revolução Industrial exerceu , no que se diz a produção em série , e a compra em massa. Por consequência comprometeu rios , florestas , e espaços próximos a fábricas . Tudo isso retarda a resolução do entrave , já que o interferimento no senso crítico da espécie hominídea pelos meios de veiculação de mensagens contribui para perpetuação desse quadro deletério.
Dessarte, com a finalidade de amenizar a poluição ambiental e incentivar o social a combater a degradação dos locais essenciais à vida , é necessário que o Governo crie uma legislação específica, no que se fala proibir a usurpação de propagandas com o intuito de empoderar qualquer produto que não seja destinado à saúde , que deverá ser aprovada por meio da Câmara de Deputados no Senado Federal . Enfim , com a adoção dessa medida a coletividade alcançará a “Utopia” de More.