Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 10/06/2020
Hodiernamente, o lixo tem uma grande repercussão mundial. Em diversos países, inclusive o Brasil, se discute os impactos sociais e ambientais causados pela produção de lixo. A produção em grande escala de lixo é um problema, visto que libera o gás metano, um dos principais agentes causadores do efeito estufa. Porém, também possui importância social, de modo que parte da população de renda inferior se utiliza da separação de lixo como forma de sustento.
Pode-se observar que o aumento populacional juntamente com a tendência consumista dos últimos tempos causou um grande aumento na produção de lixo domiciliar, hospitalar e industrial, o que é prejudicial ao meio ambiente, pois o lixo despejado inadequadamente é levado ao lixão, que desprovido da estrutura necessária para o tratamento do lixo, causa a poluição do solo e da atmosfera, pela liberação de gazes e outras substâncias.
Entretanto, o lixo é também de extrema importância social. Uma pesquisa realizada em 2013, pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que mais de 400 mil brasileiros são catadores de resíduos, sendo grande parte composta por homens jovens, negros ou pardos com baixo nível de escolaridade. Apesar deste extenso número, apenas 4 % estão abaixo da linha de miséria nacional, e metade usufrui de esgoto em casa.
É evidente que o lixo é uma questão que exige prioridade governamental, dado que interfere diretamente a economia e a sociedade nacional. Se monitorado de maneira correta, o lixo deixará de ser um problema. Para que isso ocorra, urge que os governos federal e municipal, estimulem a conscientização de tratamento do lixo, por meio de campanhas de coleta seletiva de lixo que visa a preservação de recursos naturais através de propagandas em horários nobres de televisão, além de propagar também ideias de reaproveitamento de objetos “esquecidos” para evitar a produção de mais lixo.