Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 28/06/2020
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura a saúde como direitos inerentes a toda população. Torna-se válido perceber, entretanto, que essa garantia nem sempre é colocada em prática, uma vez que o consumo da sociedade gera um crescimento exponencial do lixo. Nesse sentido, convém analisarmos como a industrialização e o capitalismo causa esse impacto na sociedade, suas consequências e possível providência para reverter este fenômeno.
Primeiramente, a industrialização é a principal responsável pela modificação no consumo no Brasil. Isso ocorre devido às empresas interessadas em apenas aumentar seus ganhos; isso decorreu desde a crise de 1929, que gerou uma grande revolução no comportamento, principalmente, no marketing digital. Assim, com o avanço da tecnologia as empresas se adaptaram a nova realidade influenciando, ainda mais, as pessoas por meio de propagandas individualizadas a comprar seus produtos. Consequência disso foi o aumento do consumo e principalmente o aumento do lixo sem uma destinação adequada, visto que só em grandes centros urbanos têm lugares apropriados para descarte adequado do lixo, como os aterros sanitários. Assim, é inadmissível na comunidade atual, a população não ter espaços apropriados para destinação do lixo, que pela falta desses locais ocasiona o aumento de doenças na sociedade, principalmente, a mais pobre.
Ademais, o poder público também influência na problemática do lixo. Isso ocorre desde período colonial no Brasil, que o governo influenciou a população a ter mais filhos, a fim de obter mais mão de obra barata para suprir suas necessidades capitalistas. Consequentemente, o rápido e desorganizado crescimento populacional gerou a falta de espaço adequado para o destino do lixo. Assim, foram criados os lixões, que são a céu aberto, que aumentar consideravelmente o risco de contaminação a sociedade, por meio das substâncias as tóxica, como o chorume que é liberado por esse resíduo e é despejado diretamente no solo e contamina os lençóis freáticos.
Medidas, portanto, torna-se necessárias para garantir pragmaticamente a saúde como preconizar a Constituição. Desse modo, o Ministério da Saúde, em parcerias com o Ministério da Saúde, deve promover propagandas, por meio das mídias digitais, televisivas e radiofônicas, com o intuito de esclarecer a população sobre a manipulação das empresas no meio do “marketing”, a fim de evitar que a sociedade compre apenas pela impulsão e conscientizar a diminuir o consumo em geral. Deve também expandir o numero de aterros sanitários, em especial, nas regiões mais pobres. Com isso, a Constituição será colocada em prática e haverá um descarte apropriado para o lixo.