Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 16/08/2020
De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrepel), 38% da população não possui destinação nem tratamento correto de seus lixos. Esse número, mesmo sendo menos da metade, demonstra o problema da questão do lixo na sociedade brasileira, que está presente de forma complexa. Nesse contexto, percebesse a configuração de um grave entrave de contornos específicos em relação a base educacional lacunar e a falta de infraestrutura.
Primeiramente, é valido destacar que existe um sistema de educação que deixa a desejar. Segundo Kant, o ser humano é o que a educação fez dele. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há por trás uma educação fraca. No que tange a questão do lixo percebesse a forte influência dessa causa, uma vez que as escolas não cumprem o seu papel no sentido de reverter o problema, pois não trazem as salas de aula conteúdos relacionados a ele.
Consequentemente, a infraestrutura precária é resultado de gerações da educação supracitada. A filósofa Hannah Arent defende que, o espaço público seja preservado para gerar condições de manutenção da cidadania, ou seja, sem a infraestrutura dos aterros sanitários, o cidadão é prejudicado. Esse aspecto está presente decisiva na temática, já que os lixões a céu aberto trazem doenças negligenciadas (causadas por animais sinantrópicos, como ratos e baratas) e acabam gerando gastos hospitalares desnecessários (caso houvesse os aterros) do governo.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para intervenção do problema. Dessa forma, cabe as ONG’s de cada região (de acordo com a realidade) pressionar as prefeituras para cumprirem a lei relacionada aos aterros sanitários obrigatórios. Assim também cabe a escolas (públicas e privadas) o dever de organizar semanas culturais ao longo do ano, a fim de discutir a destinação do lixo no Brasil, por meio de teatros, paródias, dinâmicas e jogos, além de palestras com um especialista ambiental ou biólogo, para orientar os jovens e suas famílias com base cientifica. Assim, os dados da Abrepel ficarão cada vez menores.