Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 02/09/2020

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito a vivência e moradia dignas. Contudo, por vezes a própria população opta, mesmo que inconscientemente, por destruir o ambiente em que vive. É o caso da falta da reciclagem e cuidados com o lixo. Nesse sentido, a sociedade de consumo – que atinge desde os menos favorecidos aos mais ricos – e o não conhecimento da situação ambiental contribuem para a piora da qualidade de vida do país.

A priori, com o avanço do capitalismo, as relações sociais e econômicas mudaram. Exemplo disso é a proposta estaduniense do “American way of life” (estilo de vida americano), que visa o prestígio social e o consumismo, e ignora as questões do ecossistema em que vive. Em consonância, segundo a Folha de S. Paulo, observa-se um decrescimento com os cuidados naturais, ou seja, cresceram os lixos produzidos pela compra desenfreada de produtos e diminuíram as cautelas quanto ao descarte do mesmo. Nesse viés, vale ressaltar que, de acordo com a Revista Veja, cada pessoa produz em média 1 kg de lixo por dia, número que tende a crescer com o passar dos anos.

Além disso, outro problema é a falta de conhecimento, pelos brasileiros, da situação dos entulhos no país. A partir disso, alguns influenciadores contribuem para a educação a esse respeito. É o caso do escritor Mauricio de Sousa, que, com seus quadrinhos da Turma da Mônica, introduz às crianças a regra dos três “Rs”: reduzir, reutilizar e reciclar. Entretanto, só a instrução infantil não é suficiente, visto que, comumente, são os adultos que cuidam dos detritos produzidos em suas casas, e estes estão alienados dos debates ambientais. A respeito disso, dados do Fundo Mundial para a Natureza mostraram, em 2019, que o Brasil é o 4° país que mais produz lixo no mundo.

Assim, a conscientização quanto a reciclagem é fundamental. Logo, cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, por meio de decretos, disponibilizar incentivos fiscais para empresas brasileiras que implantarem uma política de coleta seletiva, a fim de melhorar as condições de descarte de resíduos no país. Ademais, esses mesmo estabelecimentos, em parceria com ONGs em prol do meio ambiente, devem organizar palestras mensais para seus funcionários, de modo a transmitir instruções corretas de redução de lixo onde trabalham e onde moram.