Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 17/10/2020
Segundo a Constituição de 1988, o meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito de todos os cidadãos. Entretanto, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento de tal garantia, principalmente por causa do descarte incorreto do lixo. Nesse sentido, esse cenário ocorre não só em razão da negligência governamental, mas também devido à dificuldade em denunciar essa ação errônea.
Em primeira análise, convém ressaltar que a negligência do Poder Público está entre as causas do problema. Nesse contexto, de acordo com a pesquisa realizada pela Agência Brasil, aproximadamente 8% dos brasileiros não tem coleta de lixo regular. Sob essa ótica, é notório o descaso do Estado com essa questão social, visto a falta de medidas fundamentais para reverter esse panorama. Assim, esse quadro é lamentável, uma vez que prejudica o meio ambiente, privando a população de seu direito constitucional.
Outrossim, salienta-se a falta de denúncia do descarte incorreto do lixo como mais um fator que contribui com essa questão. Nesse ínterim, esse quadro é retratado na série Ragnarok, na qual os personagens Isolde e Magne tentam denunciar, sem sucesso, uma empresa local que descartava os resíduos incorretamente, o que acarretou na poluição do rio e das geleiras. De forma semelhante à obra cinematográfica, casos como esse são bem recorrentes na contemporaneidade brasileira, visto a falta, muitas vezes, de interesse das agências de fiscalização e, também, de centrais especializados em atender essas demandas. Desse modo, é inadmissível a persistência desse cenário em pleno século XXI, fato que afeta diretamente o meio ambiente e a saúde da população.
Fica evidente, portanto, a importância do debate acerca do descarte incorreto do lixo, sendo necessárias medidas para reverter essa questão. Para isso, o Poder Público deve contratar empresas especializadas em coleta e descarte do lixo, as quais precisam passar diariamente em todos os bairros, por meio do aumento de verbas para esse fim. Ademais, é fundamental que as Prefeituras aumentem a fiscalização de forma eficiente do descarte desses resíduos, por intermédio, principalmente, da implantação de centrais próprias para atender as demandas a respeito desse assunto. Com isso, os intuitos de tais medidas são controlar a poluição e, assim, tornar o meio ambiente ecologicamente equilibrado mais acessível aos cidadãos. Dessarte, será possibilitada a construção de uma sociedade permeada pela efetivação desse elemento elencado na Magna Carta.