Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Enviada em 14/11/2020

O artigo 225o, da Constituição Federal de 1988, defende o direito pleno de qualquer cidadão ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão do descarte de todo tipo de resíduo sólido, pois esse provoca o aumento da poluição nos grandes centros, consequentemente, se expande mundialmente. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa problemática, a qual possui como causas, não só a cultura do consumo, mas também a negligência do governo e da população.

Em primeiro plano, um entrave é o incentivo constante do consumismo feito pelas empresas capitalistas, com a participação da mídia. Seguindo essa lógica, os pensadores da Escola de Frankfurt críticam às influências dos meios de comunicação de massa ao interferir na formação crítica da sociedade. Um exemplo disso é a indústria da moda, a cada estação ela divulga uma nova tendência para atrair mercado consumidor, e os indivíduos com atitudes passivas compram, mesmo sem precisar. Como resultado, há a produção significativa de lixos, desmatamentos e poluição, nos quais prejudicam

as próximas gerações.

Outro desafio enfrentado pelo planeta é o descaso estatal, uma vez que o governo negligência investimentos em infraestruturas, tanto para o descarte correto dos lixos, como também o incentivo à reciclagem. Nessa perspectiva, o documentário “Oceanos de Plásticos” retrata que os oceanos estão repletos de plásticos, bem com investiga os impactos dessa poluição ambiental de esfera global. Isso deixa claro que as pessoas, igualmente, não estão cumprindo seu dever cívico e corroboram com o problema. Sendo assim, uma mudança de hábitos é necessária para garantir de forma sustentável às necessidades básicas da população.

Portanto, é relevante desenvolver ações, tanto políticas quanto sociais, que possam reverter essa realidade. Desse modo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, juntamente, com as prefeituras, investir em infraestrutura para o manejo e descarte corretos dos vários tipos de resíduos, por meio de parte do PIB (Produto Interno Bruto) produzidos pela agropecuária, de maneira a garantir que sociedade e meio ambiente fiquem em harmonia. Além disso, as escolas devem promover palestras e debates sobre o consumo exagerado e suas consequências, com a intenção de efetivar a elucidação sobre o tema. Dessa forma, Estado e cidadãos atuaram ativamente sobre o lixo.