Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 04/11/2020
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e expôs seus comportamentos superficiais e egoístas. Nesse contexto, não longe de sua poesia, é possível observar comportamentos semelhantes no que tange a grande massa de lixo espalhada pelo globo. Isso posto, pode-se salientar como causas desse problema não só a insuficiência legislativa, como também a irresponsabilidade da sociedade.
John Locke defendeu que “As leis fizeram-se para os homens, não para as leis”. Logo, segundo o pensador, uma lei deve ser criada e aplicada para melhorar a vida da população. Contraposto, uma realidade adversa ao pensamento pode ser claramente vista no fato de o lixo sólido, consequente da acumulação de dejetos, nem sempre receber o tratamento adequado, segundo Eduardo de Freitas. Assim sendo, é possível perceber uma falha no que diz respeito à legislação atuante no cenário ambiental.
“Somente quando o último peixe for pescado, o último rio for poluído e a última árvore for cortada, as pessoas irão perceber que não se come dinheiro”, provérbio indígena. Segundo, também, Eduardo de Freitas, um dos principais problemas encontrados nas cidades é o lixo sólido, resultado de uma sociedade que cada dia consome mais. Consequentemente, o provérbio indígena citado se encaixa adequadamente no debate. Visto que, segundo o provérbio, as pessoas, que consomem cada vez mais, precisariam ver seus recursos esgotados para que haja uma conscientização de que o planeta Terra é um só, e que a produção de lixo em excesso está levando-o às ruínas. Por fim, pode-se afirmar que a sociedade vem sendo irresponsável neste tópico.
Conclui-se, portanto, que inciativas devem ser tomadas para que o problema debatido tenha melhorias em futuro próximo. Nesse sentido, é interessante que cientistas atuantes no ramo de conservação do planeta, em parceria com a prefeitura, desenvolvam plásticos, vidros e borrachas biodegradáveis, levando em consideração que esses elementos demoram centenas de anos para se decompor. Por conseguinte, essas novas criações poderiam ser feitas por meio de experiências laboratoriais e pesquisas, a fim de garantir um mundo onde o lixo não dura mais que a vida de um ser humano. Podendo assim, reverter o ideal, de uma sociedade superficial e egoísta, imposto por Machado de Assis.