Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.
Enviada em 24/11/2020
O filósofo Jean Boudrillard anuncia que na contemporaneidade vive-se a ´´Sociedade do consumo´´. A partir disso, o pensador explica que as relações pessoais e sociais são baseadas no consumo, ou seja, o cidadão é o que ele tem, e assim, ele afirma a sua identidade. Por conseguinte, percebe-se que com o aumento da compra, eleva-se também a produção de lixo que afeta a cidadania. Dessa forma, a falta de infraestrutura adequada para o descarte de resíduos sólidos, bem como o papel cinematográfico na influência da aquisição de bens, agrava esse quadro.
Nesse contexto, nota-se como o descaso do governo federal com o destino de dejetos afeta diretamente o bem-estar do ser humano. Apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) de 2010, propor o fim dos lixões até o ano de 2014, observa-se que a realidade brasileira é divergente, haja vista os excessivos abandonos indevidos de certas substâncias. Como resultado, a proliferação de vetores de doenças, como mosquitos e ratos, em locais com muito lixo põe em risco o bem-estar da população, direito garantido pela Constituição Federal de 1988. Desse modo, medidas devem ser tomadas por parte da administração nacional para minimizar tal advertência.
Ademais, é notório como a alienação por parte das telas de cinema potencializa o consumismo, e estimula condições desfavoráveis de vida. Por causa de raízes históricas e culturais, o papel das grandes telas eclodiu na década de 50 nos Estados Unidos, reproduzindo o ´´American way of life´´. Dessa maneira, esse jeito americano de viver está baseado nas relações de consumo, e com a disseminação dessa ideologia pelo mundo, fica nítido a elevação da obtenção dos produtos em vários países. Assim, é possível perceber que na atualidade vários brasileiros seguem esse estilo americano de vida. Infelizmente, a partir dessa ação, evidencia-se a miséria de vários indivíduos que não possuem esse poder monetário, ou aqueles que têm que conviver com as substâncias jogadas fora, demonstrando um extremo caso de desigualdade social.
Diante do exposto, deve-se tomar atitudes para reduzir a sociedade de consumo. Portanto, o governo federal deve contratar empregados que construirão aterros sanitários nos municípios deficitários, para cumprir a PNRS. Adicionalmente, a mídia, principal veículo informativo, deve alertar a população sobre os perigos da aquisão de forma exagerada, mediante propagandas nas redes sociais, com o intuito de erradicar essa prática.